Se o Figueirense tinha uma equipe engasgada na garganta, era o Criciúma. A nossa primeira derrota no estadual foi pra eles, assim como a primeira derrota em casa, naquela trágica final do primeiro turno. E finalmente chegou o dia da desforra, e o alvinegro venceu por 3×2 e garantiu matematicamente a classificação às semifinais do returno.
O Figueirense começou o jogo disposto a quebrar esse tabú criado nessa edição do Catarinense. Marcou a saída de bola do adversário, pressionou e dominou o jogo boa parte do primeiro tempo. Andrey com menos de cinco minutos já fazia a famosa cera. Porém mesmo dominando o jogo, faltou competência (e sorte) ao Figueira para abrir o marcador.
Aos 30 minutos de jogo, Reinaldo sentiu dores na coxa esquerda e foi substituído por Breitner. O Criciúma começou a crescer no jogo e aos 37 minutos, Coutinho assistiu Diogo Oliveira cruzar a bola rasteira e Roni em meio aos zagueiros alvinegros marcou o gol, e o filme da final do primeiro turno passou na cabeça de todos os torcedores.
O segundo tempo veio e com ele a esperada reação alvinegra. Logo no primeiro minuto o time já perdeu uma boa chance de gol. Aos 11 minutos, Breitner cobrou falta, Andrey e os zagueiros do Criciúma falharam e João Paulo empurrou para o fundo das redes, empatando o jogo.
O Figueira continuou em cima, e aos 14 minutos, Breitner cobrou escanteio por baixo e Túlio aproveitou a confusão para virar o jogo. Os gols animaram tanto a torcida quanto os jogadores e Wellington fez uma grande jogada e colocou a bola nos pés de Pittoni, que fuzilou Andrey e ampliou o marcador para delírio dos alvinegros. Na comemoração, o paraguaio (que não fez um bom primeiro tempo mas voltou bem no segundo) tirou a camisa e levou o seu terceiro cartão amarelo, e é desfalque para o jogo contra o Imbituba.
O Figueirense tentou administrar o jogo, mas continuava buscando o ataque, e em um contra-ataque do Criciúma a zaga falhou e Thalles Cunha apareceu sozinho para descontar. O jogo ficou dramático, feio e com chutões, mas naquela hora o que importava era a confirmação da vitória, que veio no apito final do árbitro.
Interessante os seguintes registros: ainda que por poucos minutos, pela primeira vez em muito tempo o Figueirense jogou com três zagueiros de ofício (quando Edson Henrique entrou no lugar de Pittoni). Outro fato curioso ocorreu nas arquibancadas, onde torcedores alvinegros brincavam com um tigre de pelúcia e em determinado momento crianças mandaram o tigre para a torcida adversária, que tentou de todas as formas chamar a atenção da Polícia Militar para o arremesso do objeto. Felizmente a PM teve bom senso e diante da “alta periculosidade” do objeto, ignorou solenemente os desesperados apelos da torcida do Criciúma.
O Figueirense volta ao campo no próximo domingo, onde joga fora de casa contra o já rebaixado Imbituba, e Pittoni será o único desfalque por cartões. Nessa última rodada o Figueira torce por um tropeço da Chapecoense que, combinada com uma vitória nossa, levará o Furacão ao primeiro lugar no returno e na classificação geral. E, se o campeonato acabasse hoje, a semifinal do returno seria mais um clássico contra o Avaí, no Scarpelli.
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