Num jogo muito equilibrado, ganhou quem não cometeu erros decisivos. Enquanto o goleiro de seleção, Fábio, rebateu mal a bola numa cobrança de escanteio e a jogou na cabeça de Marquinhos Paraná, o arqueiro alvinegro Wilson foi bem toda vez que foi acionado. Assim, o placar de 1 a 0 para o Figueirense espelhou o que foi o jogo. O jogo começou estudado, com os dois times cautelosos e se respeitando. O Cruzeiro aguardava o Figueira atrás da linha do meio-campo e o Alvinegro não se arriscava, ficando com a bola mais tempo, mas trocando passes improdutivos no seu campo de defesa.
Gradativamente, o Cruzeiro começou a jogar e tocar bola no campo de ataque. Foi quando Montillo enfiou a bola nas costas da zaga alvinegra para a entrada em diagonal de Thiago Ribeiro. Wilson saiu bem do gol e conseguiu abafar o arremate. A bola bateu no ombro e no seu rosto e foi para escanteio.
O Figueirense jogava contra o sol e contra o vento, e com isso o time mineiro levava perigo nas cobranças de escanteios. O Alvinegro sentiu a pressão e cometer muitos erros de passe e querer apressar o jogo com bolas esticadas para Wellington Nem que tentava explorar as costas do lateral esquerdo Gilberto.
Aos 20 minutos, Bruno finalmente se soltou pela direita e cruzou para a área. Reinaldo ajeitou e bateu rasteiro no canto esquerdo de Fábio, que, encoberto pelos zagueiros, conseguiu defender de pontas de dedos e botar para escanteio.
A partir daí, o Figueirense teve seu melhor momento no primeiro, encurralando o Cruzeiro na defesa, mas sem conseguir criar grandes lances de perigo. Depois o jogo voltou a ficar equilibrado, e o Cruzeiro acabou levando certo perigo em dois chutes de fora da área.
Na volta do 2º tempo, Jorginho manteve o mesmo time, mas, para as rádios, afirmou que o time tinha que jogar mais. E de fato, o Alvinegro voltou mais atrevido. Logo de saída, Bruno fez bela jogada individual e rolou na entrada da área para Héber. O zagueiro do Cruzeiro conseguiu chegar a tempo de travar o chute e botar a bola para escanteio.
Wellington foi para a cobrança na direita de pé trocado e aí levou perigo em duas cobranças que os defensores cruzeirenses conseguir rebater para a linha de fundo. No terceiro, batido com força no primeiro pau, Fábio socou mal a bola, que bateu na cabeça de Marquinhos Paraná e entrou. 1 a 0 aos dois minutos de jogo.
O Cruzeiro tentou pressionar o Figueira logo depois de sofrer o gol, mas defesa alvinegra estava bem postada. Cuca tirou Roger e Montillo e com isso o time azul passou a jogar num 3-4-3, perdendo criatividade e apostando nas bolas alçadas pela área, obrigando Wilson a se desdobrar para cortar os cruzamentos.
O Figueirense, por sua vez, levava perigo nos contra-ataques. Num deles, aos 28 minutos, Wellington Nem trouxe a bola em velocidade pelo meio-campo e rolou na direita para Reinaldo, que bateu forte, no canto oposto, tirando do goleiro Fábio. Para sorte do Cruzeiro, a bola explodiu no pé da trave e saiu pela linha de fundo.
Héber também quase amplia logo depois, batendo colocado no canto esquerdo, mas Fábio fez mais uma grande defesa e espalmou para fora.
Jorginho mexeu bem ao tirar Túlio, que já tinha amarelo, para a entrada de Coutinho, que entrou muito bem na partida, fazendo uma boa marcação e criando boas jogadas ofensivas.
A última grande chance do Cruzeiro aconteceu aos 38 minutos. Wilson não alcançou o cruzamento forte e rasteiro vindo da direita e Thiago Ribeiro tinha tudo para empurrar para o gol aberto. Bruno, no entanto, estava ligado e chegou primeiro para chutar a pelota para escanteio.
Depois disso, foi só contar os minutos para o fim da partida e festejar a primeira vitória em casa. O Furacão voltou.

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