Para resumir o que foi o jogo, basta dizer que durante 90 minutos o Figueirense foi o convidado ideal para a festa armada pelo Vasco para comemorar o título da Copa do Brasil e a chegada de Juninho Pernambucano.
O Furacão se comportou com um convidado muito bem educado, daquele não derruba bebida no tapete, não deixa cair comida no chão, come de boca fechada e não enche a cara. Em suma, o Figueira não incomodou o Vasco durante quase todo o jogo.
Foram dois chutes no primeiro tempo. Um com Juninho, que desviou num adversário e foi para a linha de fundo e outro arremate completamente torto de Coutinho. O lance de maior perigo foi um escanteio batido por Maicon que Ygor desviou no primeiro pau, mas Aloísio não conseguiu alcançar a bola no segundo poste.
No segundo tempo, o time procurou agredir mais o Vasco, mas no balanço deu mais dois chutes. Um de Heber na piscina de São Januário e o gol de Aloísio.
Apesar de jogar com três volantes, o Figueirense dava grande espaço para Éder Luís jogar nas costas de Bruno. Por diversas vezes, João Paulo teve que sair desesperado na cobertura para ser driblado facilmente pelo atacante do Vasco.
Num erro de passe de Ygor no ataque – tentou inverter uma bola e deu no pé do adversário – Éder Luís foi lançado, chegou nas imediações da grande área e tocou nas costas da zaga para Elton. Edson Silva não acompanhou o atacante que bateu cruzado. Wilson ainda esticou o pé para tentar a defesa, mas a bola caprichosamente subiu depois de bater numa irregularidade do terreno e entrou no canto esquerdo. Eram 17 minutos do 1º tempo.
Depois disso, o Figueirense se perdeu em campo por um período. Quando voltou ao jogo foi para ficar no tico-tico-no-fubá. O time tocava de um lado para outro burocraticamente sem conseguir levar perigo a Fernando Prass. O time não fazia tabelas, não tentava uma jogada individual ou um arremate de fora da área. Aloísio e Rhayner ficavam à mingua no ataque.
No intervalo, Jorginho fez duas alterações. Joilson no lugar de Túlio e Héber na vaga de Coutinho. O time melhorou. Os jogadores se movimentavam mais. Héber aparecia como opção pelo lado esquerdo do ataque. A equipe tentava pressionar o Vasco em seu próprio campo. Mesmo assim, chance de gol que é bom, nada. Fernando Prass passou o jogo todo sem fazer uma defesa.
Como última mudança, Jorginho sacou Maicon para botar Pittoni. Em termos de volume de jogo, de criação de chances, pouco mudou.
Aos 45’ do 2º tempo, no entanto, quando o jogo parecia resolvido, Pittoni enfiou uma bola na diagonal, o zagueiro Fernando não conseguiu cortar e Aloisio ficou na cara do gol para tocar na saída do goleiro. Os dois gols da partida foram exatamente iguais. 1 a 1 para manter a escrita de não perder do Vasco. Menos mal, o Figueira comemora seus 90 anos sem sentir o gosto da derrota.
No próximo domingo, o Alvinegro volta a campo para enfrentar o Atlético-PR no Scarpelli às 16 horas. Ninguém saiu contundido e nenhum jogador tomou o terceiro cartão amarelo na partida de hoje.
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