O Figueirense foi à Vila Belmiro e obteve um resultado histórico ao vencer o Santos pela primeira vez na história como visitante. O Alvinegro sempre comandou o placar e conseguiu fazer o 3 a 2, de pênalti, aos 38 minutos do 2º tempo, convertido por Júlio César. Com a vitória, o Furacão chega a 36 pontos, dorme na 10ª colocação e interrompe uma sequência de cinco jogos sem vencer.
A primeira etapa foi movimentada. Os times não criaram um número muito grande de chances, mas foram eficientes na hora de convertê-las.
Logo aos 7 minutos, Júlio César foi derrubado por Henrique na meia lua da grande área santista. O próprio atacante alvinegro bateu a meia altura, a barreira abriu e pegou o goleiro Rafael no contrapé e estufou as redes.
O Santos estava sem Neymar, mas tinha o artilheiro do campeonato em campo. Aos 24 minutos, Borges recebeu a bola na entrada da área do Figueira, deixou a pelota quicar e bateu forte no canto direito de Ricardo, que não teve chances de fazer a defesa.
O time da casa não teve tempo para comemorar o empate. Num contra-ataque rápido, Wellington Nem foi lançado, saiu de trás da linha do meio-campo e disparou livre até a cara do gol, quando tocou na saída de Rafael. O Santos pediu impedimento, mas a posição era legal e o Figueira pulava à frente do placar outra vez aos 26 minutos.
A resposta veio com Borges, que recebeu passe de cabeça de Alan Kardec e chutou à queima-roupa para grande defesa de Ricardo. O Figueira devolveu com Deretti entrando pelo lado esquerdo da defesa santista e cruzando para Nem dividir com o zagueiro mas concluir para fora.
Quando parecia que o primeiro tempo iria terminar com a vantagem do Figueirense, veio a bobeira de Juninho. Ele foi dar um bico para frente, a bola bateu no jogador do Santos, voltou para o lateral que tentou dar outro chutão. Pegou mal na pelota, que voltou para o Peixe. Na sequência, Juninho levou um drible da vaca de Felipe Anderson, que cruzou para dentro da área, o primeiro jogador santista não alcançou, mas Léo bateu para o gol e acertou cruzado no canto esquerdo para empatar a partida.
O jogo caiu de qualidade no segundo tempo. O Figueirense manteve a postura de se posicionar no campo de defesa, mas não conseguia sair nos contra-ataques. O Santos esbarrava no bloqueio defensivo alvinegro e só conseguia levar algum perigo em bolas alçadas para Borges.
Jorginho tirou Deretti e botou Rhayner. Tirou Juninho, mal no jogo, e botou Helder. Bruno levou uma pancada feia de Léo e saiu de maca, sendo substituído por Jônatas, com Coutinho passando para a lateral direita.
O mesmo Léo, aos 37 minutos, derrubou Wellington Nem dentro da área e aí finalmente o árbitro Héber Roberto Lopes se sentiu obrigado a dar um cartão amarelo a um jogador do Santos, além de assinalar o pênalti. Júlio César foi para cobrança, o que faz todo torcedor alvinegro roer as unhas de nervosismo por lembrar do Clássico, mas dessa vez não deu mole. Bateu forte e rasteiro no canto esquerdo do goleiro Rafael, que foi na bola, mas não conseguiu alcançá-la. 3×2 para o Figueira.
Depois foi tratar de defender a vitória, que quebrava um tabu histórico e uma sequência de cinco jogos sem vencer.
Édson Silva tomou o terceiro cartão amarelo e está fora do próximo jogo contra o Coritiba, no Scarpelli, no próximo domingo. Bruno saiu com uma lesão no joelho e preocupa. Maicon volta de suspensão. Túlio e Elias também devem estar recuperados de suas contusões.
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