Figueira perde mais uma em casa e vê a Libertadores escapando entre os dedos.
Se antes dependíamos só do nosso esforço pra garantir a vaga, agora precisamos torcer por Grêmio, Vasco e Atlético-PR contra Inter, Flamengo e Coritiba, respectivamente. Tudo pode acontecer, mas é bom não criar expectativas. Se conseguirmos a vaga estamos no lucro, se não tudo bem. Fizemos uma campanha memorável, mas sem uma grande recompensa ao final. Vamos ao jogo.
O primeiro tempo foi marcado pelo equilíbrio. O Figueira jogou bem como sempre foi nesse segundo turno. De igual pra igual, mantendo a posse de bola, girando a bola de um lado ao outro pra encontrar espaços. Faltou aquele momento de genialidade de Maicon ou Fernandes pra colocar Júlio César ou Wellington Nem na cara do gol.
Podemos dizer que teve somente um grande lance de perigo. E para o Figueira. Wellington Nem cavou boa falta na lateral direita, próximo à área Corinthiana. Júlio Cesar mandou a dedada na bola e surpreendeu o goleiro do Corinthians, que esperava cruzamento. A bola explodiu na trave para delírio da nação alvinegra.
Depois a bola continuou circulando pra lá e pra cá, com maior concentração no meio-campo, mas sem perigo. A prova do equilíbrio veio em números. 47% de posse para o Figueira, 53% para o Corinthians.
No segundo tempo Alex entrou no lugar do nosso ex-xodó Willian. Após erro de Coutinho no meio-campo o Corinthians partiu para um contra-ataque mortal. Alex pegou a bola e manteve a calma. Avançou aos poucos para a área alvinegra, ameaçou chutar, avançou mais um pouco e tocou na medida para o gol de cabeça de Liedson.
Aí ficou difícil. Sem Fernandes, substituído por Aloísio antes do gol e Júlio César que, mal no jogo e desgastado, foi substituído por Rhayner. O Figueira pouco levou perigo. Um lance poderia ter dado o empate no momento que, após rebatida da zaga corinthiana em um escanteio, Wellington Nem bateu forte para o desvio de Jorge Henrique que se atirou na frente da bola.
No próximo jogo o Figueira não terá tarefa fácil. Pega um Avaí rebaixado, cabisbaixo, querendo recuperar a dignidade contra o Figueira. E, obviamente, evitar que a gente tenha alguma chance de chegar a Libertadores. Não depende mais só de nós, mas seria muito bom ganhar do Avaí na Ressacada e colocar a última pá de terra no caixão avaiano. Se a rodada colaborar e a Libertadores vier, melhor ainda!
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